Unesp lança projeto para restaurar 200 hectares de Mata Atlântica

Julho 1, 2019 Core

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou oficialmente o Projeto Gigante Guarani, dedicado a restaurar a Mata Atlântica em áreas de recarga do Aquífero Guarani na Cuesta de Botucatu (SP).

O foco principal do projeto no momento é restaurar 200 hectares de Mata Atlântica no entorno de mananciais em Áreas de Preservação Permanente dos municípios paulistas de Itatinga, Bofete e Pardinho.

Área de Preservação Permanente é uma área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Segundo a Unesp, foram assinados termos de compromisso com 50 agricultores e o projeto conta com várias parcerias entre organizações locais da sociedade civil e instituições públicas.

Paralelamente ao replantio de matas nativas, o Gigante Guarani trabalhará a transição ecológica na região, com a implantação de sistemas agroflorestais para geração de renda e o desenvolvimento de oficinas sobre temas da cadeia produtiva da restauração florestal, captação de recursos, elaboração de projetos e acesso a políticas públicas para agricultores, jovens da área rural e técnicos do serviço público.

A professora Renata Cristina Batista Fonseca, da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, é a coordenadora geral do projeto. Entre os parceiros estão o Instituto Itapoty, o Instituto Giramundo Mutuando e a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais. Para ela, além das parcerias institucionais, “nada seria possível sem os proprietários rurais que abriram suas propriedades e abraçaram a ideia, os governos locais, a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável do Estado de São Paulo e o BNDES como financiador. Todos unidos para restaurar duzentos hectares do bioma Mata Atlântica, fortalecer a cadeia de restauração na região e dar suporte à confecção dos planos locais de restauração e conservação.”

Raphael Duarte Stein, gerente do Departamento de Meio Ambiente e Gestão do Fundo Amazônia do BNDES,  presente no lançamento,  destacou a importância das parcerias para a execução do projeto. “Sabemos que não é fácil executar um projeto desse porte. Essa parceria entre todas as instituições, incluindo as prefeituras, é fundamental para que haja sucesso. O BNDES acredita que quando se chega numa propriedade rural com um pacote completo, que envolve assistência técnica para melhoria da produtividade, juntamente com a parte ambiental, a chance de convencimento do proprietário rural é maior. Acreditamos muito que esse projeto atingirá seus objetivos”.

 

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