Março 12, 2019 Sergio Camaru

O crescimento intelectual que permite ao indivíduo emitir julgamentos baseados numa visão pessoal e bem fundamentada exige certas restrições: a impulsividade original deve ser inibida para que dê lugar à reflexão; o pensamento coerente e compreensivo requer o adiamento das ações imediatas (CUNHA, 2011, p.69).

Em um mundo de rápida transformação, a sensação de insegurança se faz presente e o desejo pelo imediato pode ser inimigo do processo cognitivo que requer investimento paulatino. Assim, a construção do pensamento pode se tornar mais e mais complexa já que exige reflexão e não impulsividade.

A questão da autonomia do estudante tem muito a ver com como os adultos que o cercam vivem esta autonomia, na prática. Não pretendemos encontrar soluções prontas em Dewey nem em nenhum outro teórico.
Beber destas fontes deve nos fazer refletir sobre o contexto em que atuamos, entendendo que há muito a ser feito e que a cada realidade, deve haver uma pesquisa que permita registrar uma reflexão e que esta deve culminar em uma ação.
Nada está pronto, tudo o que diz respeito às interações humanas precisa ser construído. “Tem muito o que fazer, sem que haja fórmulas prescritivas para seu que fazer, pois que deve descobri-lo e descobrir como fazê-lo nas condições concretas históricas em que se acha” (FREIRE, 2011, p.241).
As condições históricas atuais exigem autonomia até para diferenciar informação de conhecimento. Sobretudo, autonomia na construção do percurso da aprendizagem. Levando-se em conta que a maior parte dos estudantes convive e sente prazer em usar a tecnologia, ela poderia servir à aula e não ser objeto de disputa e discórdia entre estudantes e professores.
Entendendo que a construção da autonomia é fundamental para que diferenciemos informação de conhecimento, pergunto:
Como você constrói sua autonomia? Como contribui com a construção da autonomia de outros? Compartilhe suas práticas!

Sergio Gomes Camarú – Engenheiro da computação e matemático, especializando-se em computação aplicada à educação. Fomenta práticas de educação matemática para a equidade, inclusão e ludicidade. Reinventor CORE

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