Janeiro 15, 2019 Sergio Camaru

Há diversas habilidades para se trabalhar, na educação básica, com a intenção do desenvolvimento da autonomia do estudante, capaz de torná-lo um cidadão atuante na sociedade. Atualmente, há um questionamento sobre o quanto o processo de ensino contribui com o desenvolvimento da autonomia e é sobre isso que esta pesquisa se debruça. “A gente sonha sempre com o que nos está faltando”, como bem destaca Rubem Alves (2008, p. 105).
Dentre os importantes pensadores, estrangeiros e brasileiros, que contribuíram com a construção deste conceito de autonomia, destacamos: John Dewey, Bauman, Zabala, José Pacheco e Paulo Freire.
Encontramos em John Dewey (1859-1952), filósofo norte-americano que influenciou educadores de várias partes do mundo, propostas para difundir a necessidade de valorizar a capacidade de pensar dos estudantes e prepará-los para questionar a realidade, unir teoria e prática, problematizar.
Dewey foi, rigorosamente, estudado pelo professor brasileiro Anísio Teixeira e por Marcus Vinícius Cunha, que trataram de aproximar o educador da educação básica dos conhecimentos da filosofia deweyana, destacando a necessidade de tal aproximação já que a filosofia é vista, não raro, como algo distante da prática e, com tantas cobranças, o educador pode correr o risco de se afastar dela, seduzido pela possibilidade de encontrar algum texto ou estudo que apresente soluções práticas e rápidas para sua práxis.
A relevância, segundo Cunha, do estudo da filosofia deweyana, é que ela foi criada partindo da experiência e da realidade vivida pelo educador em sala de aula, portanto, “ela se destina a refletir sobre o trabalho docente e, mais ainda, ela pretende contribuir para a renovação dos moldes rotineiros e arcaicos em que normalmente se efetua a tarefa de ensinar” (CUNHA, 2011, p.13).
Portanto, tal filosofia remete a uma prática docente baseada na liberdade do estudante para elaborar seus conhecimentos, suas certezas e regras morais. Isso não significa reduzir a importância do currículo ou do conhecimento do professor.

O que você tem feito para contribuir com o desenvolvimento da autonomia nos estudantes?

Sergio Gomes Camarú
Engenheiro da computação e matemático, especializando-se em computação aplicada à educação. Fomenta práticas de educação matemática para a equidade, inclusão e ludicidade. Reinventor CORE.

Uma prática docente centrada na autonomia do estudante não reduz a importância do professor

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