O desafio de conviver quando o outro não é meu reflexo ou uma extensão de mim

O desafio de conviver quando o outro não é meu reflexo ou uma extensão de mim

O desafio de conviver quando o outro não é meu reflexo ou uma extensão de mim

Aprender a conviver é um dos princípios propostos e defendidos no relatório da Unesco, elaborado por Jacques Delors. 

O que, afinal, é autonomia e quais os caminhos para que ela se construa, entendendo a profundidade das palavras freireanas, que afirmam que “ninguém é sujeito da autonomia de ninguém” (FREIRE, 2009, p. 107), já que esta se constrói na experiência, na tomada de decisão, ou seja, na prática em si mesma.

Precisamos nos formar para esta leitura de mundo e para estes questionamentos, afinal, estão totalmente vinculados com a construção de nossa autonomia como educadores, que não queremos seguir receitas prontas porque já entendemos que há idiossincrasias que são ricas, bem-vindas e devem ser respeitadas e acolhidas, entender que “a relação do ensinar e do aprender se apresenta no campo ideal e não do real, expondo dessa forma ao fracasso” (JIMENEZ, 2008, p.65).
Muito difícil conviver quando o outro não é meu reflexo ou minha extensão. Se esta dificuldade não for assumida, padeceremos (ou já estamos padecendo) de individualismo, que é o oposto de solidariedade. Como desenvolver a autonomia sem ter isso em conta? Com que tipo de ser estamos lidando hoje, na sala de aula, e na sociedade como um todo?

Sergio Gomes Camarú - É engenheiro da computação e matemático, especializando-se em computação aplicada à educação. Fomenta práticas de educação matemática para a equidade, inclusão e ludicidade. Reinventor CORE.

No Comments

Post a Reply

WhatsApp chat