Fundo Malala apoiará três brasileiras

Fundo Malala apoiará três brasileiras

Malala anunciou, nesta terça-feira (10), que três brasileiras passarão a integrar a Rede Gulmakai, uma iniciativa do Fundo Malala que patrocina homens e mulheres que incentivam ou promovem a educação de meninas em vários países. De acordo com a lista de participantes no site da rede, é a primeira vez que pessoas da América Latina são selecionadas para o projeto, que já contempla outros seis países: Afeganistão, Líbano, Índia, Nigéria, Paquistão e Turquia.

Ela já tinha comentado sobre o investimento no Brasil, sem dar detalhes sobre o projeto, ao ser questionada por uma das participantes do evento realizado em São Paulo, ontem. Tábata Amaral, também ativista e cofundadora do Movimento Mapa Educação, perguntou sobre como elas poderiam trabalhar em conjunto.

“Estou muito grata e empolgada pelo trabalho que faremos no Brasil. Primeiro vamos apoiar ativistas locais e, no futuro, vamos expandir nosso trabalho”.

“Quero trabalhar com todos os jovens que desejam promover mudanças no Brasil, estou aqui para garantir que poderemos trabalhar juntos, para que meninos e meninas tenham acesso à educação”, afirmou Malala 

 

Quem são as jovens apoiadas por Malala

As brasileiras integrarão a Rede Gulmakai, batizada por uma inspiração antiga: Gulmakai era o pseudônimo que Malala usava quando tinha apenas 11 anos e escrevia um blog em Urdu para a BBC sobre os desafios que as garotas enfrentavam para conseguir estudar no Vale do Swat, sua terra natal no Paquistão, que caiu sob o domínio do Talebã.

• Ana Paula Ferreira de Lima (Bahia): uma das coordenadoras da Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí), criada em 1979 para "promover e respeitar a autonomia cultural, política e econômica e o direito à autodeterminação dos povos indígenas". Ana Paula já foi professora e agora atua para aumentar o número de meninas indígenas que terminam os estudos na Bahia, além de treinas 60 garotas indígenas para se tornarem jovens ativistas.

• Denise Carreira (São Paulo): é coordenadora adjunta da Ação Educativa, uma organização fundada em 1994 para "promover os direitos educativos e da juventude, tendo em vista a justiça social, a democracia participativa e o desenvolvimento sustentável no Brasil". Segundo o Fundo Malala, atualmente ela desenvolve um curso online para treinar professores em temas relacionados à igualdade de gênero, além de produzir um relatório sobre a violência e a discriminação de gênero na educação.

 

Brasil pode mais: recado da Fundação Malala

Em um comunicado divulgado nesta terça, Farah Mohamed, CEO do Fundo Malala, afirmou que "o Brasil está fazendo progressos para as meninas, mas apenas para algumas meninas".

"Garantir acesso igualitário à educação requer liderança ousada e ágil. É por isso que temos orgulho de investir nessas três ativistas, cujo trabalho para desafiar os líderes e mudar as normas já está ajudando a criar um futuro melhor para todas as meninas brasileiras", disse Farah.

A história de Malala é a história de mais de 60 milhões de meninas e jovens de todo o mundo que são privadas do seu direito à educação devido à pobreza, violência ou tradição. A Fundação Malala é a oportunidade mundial para capacitar milhões de meninas de todo o globo.

Inspirada pela luta de Malala, a Fundação Malala investe e promove a educação de meninas e expande as vozes das adolescentes por todo o mundo. A Fundação Malala apoia parceiros locais e iniciativas globais que promovam uma educação de qualidade para meninas no Paquistão, na Nigéria, no Quénia, na Serra Leoa e em países que acolhem refugiados sírios.

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