Como foi articulada a vinda de Malala ao Brasil

Como foi articulada a vinda de Malala ao Brasil

A ideia de trazer Malala ao Brasil nasceu há mais de um ano, dentro do escritório da Tudo, agência de ativação estratégica de marcas do Grupo ABC. Por meio de um projeto chamado Tudo Talks, a agência já trouxe ao país nomes como Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos e Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU. 

O histórico da jovem paquistanesa e seus discursos interessaram à agência: “Há mais de um ano estávamos de olho na Malala, porque ela está completamente alinhada às questões de equidade de gênero e empoderamento feminino. Conversamos muito com os executivos da Fundação Malala e, agora, ela manifestou interesse de vir ao Brasil”, conta Iron Neto, sócio e diretor de negócios e produção da Tudo.

Após articular a vinda da ativista, a agência conversou com o banco Itaú, para tentar viabilizar a criação do evento. “O banco imediatamente aceitou a ideia por ver na Malala algo que eles, como marca, também procuram destacar que é a valorização da educação. E desde o início achamos que não faria sentido trazê-la se o discurso dela não pudesse ser ouvido pelo maior número possível de pessoas”, conta o profissional da agência.

Por isso, o encontro de Malala com as jovens em São Paulo foi transmitido ao vivo pelos perfis do Itaú nas redes sociais (YouTube, Twitter e Facebook).

 

Malala ativista

É a primeira vez que a paquistanesa, a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz (ela completa 21 anos agora em julho), visita o Brasil. Seu nome começou a ficar conhecida na mídia internacional em 2009, quando o exército talibã começou a instituir, no Paquistão, uma política que proibia meninas de frequentar escolas. Filha de professor e apaixonada pelos estudos, Malala começou a dar entrevistas e a escrever em blog em defesa dos direitos das mulheres à educação. A luta quase lhe custou a vida. Em 2012, sofreu um atentado terrorista, que a deixou em cama e a obrigou, por questões de segurança, a deixar seu país natal, mudando-se para a Inglaterra. Desde então, Malala dedica-se integralmente a promoção da educação no mundo, sobretudo entre as mulheres. Em 2014, aos 17 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

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